- Olá crianças! Marvin será que você faria mais daquela poção removedora de manchas, é que as roupas de Carlos voltam imundas das caçadas.
- Claro, rainha. Amanhã a poção estará em vossas mãos. – disse Marvin fazendo uma reverência para a rainha.
- Ótimo, Sophie, lembre-se de escrever para sua prima Anny. Na próxima semana ela fará dezessete anos.
- Tudo bem, mamãe, não esquecerei. – disse Sophie imitando a reverência.
- Ótimo, agora vou deixar vocês dois sozinhos, aproveitem o jardim, os guardas estão nos portões.
- Certo.
O rei Carlos não gostava de deixar o castelo desprotegido, morria de medo de um ataque enquanto estava fora, então espalhava os guardas pelas entradas do castelo e apenas três ou quatro cuidando dos problemas internos. O que dava a Sophie e Marvin muito espaço, inclusive o “Jardim da Rainha”, ele ficava no centro do jardim principal e só se entrava com a permissão da rainha, ou acompanhado da responsável pelo lugar, que por uma enorme coincidência do destino era a mãe de Marvin.
Os dois estavam deitados em um dos bancos do jardim, Marvin fazia cachos no cabelo de Sophie enquanto ela brincava com uma flor que ele tinha dado.
- Sabe de uma coisa, princesa, estou desenvolvendo um sistema de segurança para o castelo.
-E em que consiste esse sistema alquimista?
- É basicamente de cordas e roldanas, mais acho que precisa de mais coisas.
- Ora, parece que alguém quer agradar o rei...- Sophie sentou para olhar o namorado.
- Quem sabe... Pode funcionar?- Marvin respondeu como quem pede desculpas.
- É, talvez...
Ao dizer isso Sophie deu um beijo no rapaz e saiu correndo, logo ela e Marvin estavam correndo pelo jardim feito duas crianças livres. Os dois passaram o dia todo juntos, Marvin deu um pó brilhante para Sophie decorar a carta de Anny e quando ela acabou de escrever a carta Alexia chamou Sophie.
- Os guardas disseram que o rei está vindo, acho melhor se despedirem.
Os dois acertaram o próximo encontro e se despediram. Durante a semana tudo correu bem até que surgiu a história do “Fantasma da igreja”.
Diziam que alguma alma penada estava andando pela cidade, que pegava objetos valiosos e os levava para a igreja, pois havia pegadas que acabavam na porta, como ninguém queria montar guarda ou vigiar a igreja por medo, a história durou algumas semanas, até que Marvin decidiu fazer alguma coisa.
- O quê você está querendo? Disse o rei Carlos quando o garoto entrou no salão principal.
- Permissão para investigar o caso do fantasma. – disse Marvin, com segurança.
- Você enlouqueceu de vez, foi? – disse Sophie assustada. – Já pensou no perigo?
- Eu acho que, se o garoto quer se arriscar pelo reino, é um direito dele!
- Espere majestade, eu não disse tudo- Marvin se dirigiu para mais perto do rei- Se eu consegui cumprir minha missão quero permissão para desposar a princesa Sophie.
- O quê?! Ah, e você realmente tem esperança de sair vivo. Olha, Marvin, para sua informação, eu não posso me casar com um homem morto!
- Exatamente minha filha. Eu lhe permito investigar. E se, somente se, você sair vivo dessa, poderá casar com a minha princesa.
- Pois eu lhe digo que pegarei o fantasma e voltarei para casar com Sophie.
- Pois, se voltar, poderá casar-se com ela e será homenageado por manter a segurança do reino.
- Não exijo a homenagem, somente a princesa.
Sophie procurou uma forma de encontrar e convencer Marvin a desistir daquela loucura toda. Ela queria permissão para casar tanto quanto ele, mas preferia continuar como estava que ver o garoto morto.
2 comentários:
Me desligaram da internet novamente, mas eu tô me esforçando pra voltar.
Nem vi a enquete.
Meus parabéns pelo blog, amiga!
Feliz aniversário!!!
Só não concordei com um detalhe: não acho que seja enorme coincidência do destino a responsável pelo Jardim da Rainha ser a mãe do Marvin, só acho que Alexia confia a ela esse posto.
E o rei pareceu meio redondante em dizer: "E se, somente se" Lógico, né? Se ele saísse morto, não teria como se casar. E, ficou óbvio, ele sobrevivendo já casaria de todo jeito.
Mas gostei da sua criatividade para criar esta história, desenvolveu bem o conto.
E eu te entendi, a redação é uma compacta.
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